Perfil do Instrutor de Esportes de Aventura no RS
Setembro 2, 2008 at 11:59 am | In Científico | 1 CommentTags: atlas brasileiro de esporte, atlas do esporte, confef, Educação Física, efi, escalada, esporte, esporte de aventura, esportes, Esportes de Aventura, esportes radicais, Explorar, Fabiano Bartmann, instrutor rs, mergulho, montanhismo, perfil do instrutor, rs, Surf, TCC, ulbra, windsurf
O meu trabalho de conclusão da Educação Física na ULBRA, apresentado em 2006 e será publicado no XII Congresso de Ciências do Desporto e Educação Física dos Países de Língua Portuguesa na UFRGS, em setembro, com o título: O PERFIL TÉCNICO-CIENTÍFICO DOS INSTRUTORES DE ESPORTES DE AVENTURA DE ESCOLAS DE INSTRUÇÃO NO ESTADO DO RS, demonstrou o perfil dos instrutores em escolas regulares de Esportes de Aventura, excluindo os instrutores que trabalham como freelancer.
Foram estudados os esportes que constam no Atlas Brasileiro de Esporte e no Atlas do Esporte no Rio Grande do Sul (montanhismo, escalada, mergulho, windsurf e surf), pesquisados 08 escolas e 06 retornaram o questionário e entrevistados 13 instrutores (76,4%).
A média de idade dos instrutores masculino 32,9 ± 10,5 anos e femininos 28,7 ± 5,5 anos, sexo masculino 10 (77%) e feminino 3 (32%). Foi perguntado sobre a formação acadêmica onde 05 são formados em Educação Física e 02 são formados em outros cursos (nenhum é formado em Turismo), cursos de atualização 04 não fizeram e 09 fizeram, desses apenas 05 com vínculo no seu esporte. Foi perguntado o motivo que não realizou curso: Alto custo/questão financeira: 07, Não quiserem investir/sem interesse: 02 e Não existe curso na área: 02.
Sobre a sua experiência no esporte foi encontrado 14,6 ± 10,5 anos, onde o mais antigo tem 36 anos e o mais novo tem 2 anos e como instrutor 8,5 ± 8,2 anos, o mais antigo com 27 anos e o mais novo com 3 meses. E quanto a realização financeira 07 afirmaram que não eram realizados e 06 eram realizados, porém a grande maioria trabalha em outra área durante a semana. As dificuldades para a prática do esporte no Estado eram várias: clima, poluição, financeiro, segurança e pouca adesão. A última pergunta foi: A faculdade dá suporte para instrução e prática de esportes de aventura? Todos foram taxativos em dizer que não.
Com este trabalho podemos começar a traçar o perfil dos instrutores no RS e a sua formação. Na minha opinião (como escoteiro por muito anos também) não adianta apenas saber o esporte tem que saber resgaste e 1º socorros, didática, psicologia e suprir a necessidade da população de todas as idades. Chamou a atenção da pouca demanda de cursos no RS, mas esse problema não é só nos Esportes de Aventura, são em todas as áreas. Quando sai do eixo Rio-São Paulo, vem com preços exorbitantes ou vem por profissionais pouco capacitados, que viram aqui um mercado para tirar dinheiro.
Outro problema que enfrentamos são os impostos dos materiais. Todos sabem que o imposto do RS é extremamente elevado e faz com que praticamos pouco pelo preço do material e conseqüentemente tona a oferta humilde. Infelizmente, quem oferece os cursos ou uma prática não pode cobrar pouco, tornando inviável a adesão das pessoas. E reaproveitar ou adaptar material não dá, se torna inseguro.
Quanto as leis da prática no Brasil ainda estão engatinhando, se baseando nas leis internacionais. Mas quem fiscaliza essa lei é usada ou de fato estão seguindo?
Eu defendo a integração dos Esportes de Aventura para a Educação Física. Não podemos deixar o Brasil continuar uma terra de ninguém, onde qualquer um põe uma placa e começa a oferecer como diversão. E os profissionais que não cursaram a faculdade de EFI e não podemos desprezar a vasta experiência deles, podem se registrar como provisionados e teremos certeza que todos estarão oferecendo um serviço ético e seguro. Mas ao mesmo tempo, o CONFEF deveria forçar as faculdades a oferecer Esportes de Aventura no seu currículo, para preparar melhor os profissionais.
A ciência comprova: o cérebro prefere o desconhecido
Agosto 30, 2008 at 12:56 pm | In Científico | Leave a CommentTags: Fabiano Bartmann
Estudos comprovam que o cérebro humano opta pelo desconhecido e pela novidade.
O artigo publicado por cientistas britânicos na Neuro Article, em Junho de 2008, comprovaram que a opção pelo desconhecido desperta a atividade na região do estriado ventral, localizada na área primitiva do cérebro, que está relacionada com o processamento de recompensas e sua atividade provoca a liberação de dopamina – o que poderia, segundo os cientistas, explicar o “gosto pelo desconhecido”.
Para analisar o fluxo de sangue no cérebro e identificar a área de maior atividade no momento da escolha pelo desconhecido, os cientistas fizeram exames de ressonância magnética nos voluntários e descobriram a atividade do estriado ventral.
A reportagem foi publicada no BBC Brasil e o artigo na Neuro Article (inglês)
Em outro artigo publicado na revista Viver Mente & Cérebro. São Paulo: Duetto, n. 141, out. 2004, pág. 87-89, intitulado como Risco, uma necessidade biológica, comprova que algumas pessoas têm necessidade de liberação do neurotransmissor adrenalina.
O estudo indica que alguns indivíduos precisam liberar adrenalina mais que uma vez na semana, por esse motivo que praticam mais atividades que gerem um estresse, para compensar essa necessidade do cérebro desse neurotransmissor. Infelizmente esse artigo não é encontrado na internet.
Comprovamos o nosso desejo e interesse pelos Esportes de Aventura, ainda bem!!!
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