Pontal do Estaleiro – parte I

Setembro 6, 2008 at 12:13 pm | In Pontal do Estaleiro | Leave a Comment
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Está na Câmara Municipal de Porto Alegre, o projeto que debate a revitalização do espaço Estaleiro Só. De um lado estão os ecologistas e os militantes contra a venda dos espaços públicos e do outro, os moradores da região que estão cansados de ver lixo, depredação, assaltos e o mal aproveitamento dos espaços da orla do Guaíba (é o meu caso).

Quando digo “militantes contra a venda dos espaços públicos”, coloco a minha opinião pessoal. Em fevereiro de 2008, a Conferência Mundial sobre Desenvolvimento de Cidades lançou a seguinte frase: Porto Alegre tem o corpo de uma metrópole, o espírito cosmopolita e a alma de uma província. Alma de uma província? Porto Alegre tem que evoluir, se tornar uma metrópole, precisa se tornar um grande porte turístico, uma potencia administrativa e de negócios. Qualquer curso de vendas ou marketing que fazemos, todos são taxativos: o mercado do RS é extremamente conservador e não absorve coisas novas.

Concordo que Porto Alegre tem uma identidade própria, diferente de outras capitais do país, mas afirmar que o espaço público tem que continuar público do jeito que está? Quando afirmaram que seria um absurdo “vender” um espaço público, privando a sociedade de usufruir a orla do Guaíba, não viram a imagem do projeto então. Existem um imenso calçadão para as pessoas sentarem, caminharem, tomar chimarrão, correr e dentre outros. Pode não existir quadras esportivas, pista de skate e etc. Para isso têm toda a extensão do parque Marinha, que é um espaço timidamente melhorado. E isso, os militantes contra a venda dos espaços públicos não se manifestam, não pedem melhorias.

Mas claro que penso também no esgoto, na qualidade da água e da navegação. Construir para destruir o uso das águas da nossa diversão, é um retrocesso maior do que vivemos. Iremos reviver um dos maiores desastres de incompetência da prefeitura, quando planejou a construção de uma canalização de esgoto na rota de navegação dos clubes marítimos na Diário de Noticias, como aconteceu em outubro de 2002 (POPA e Correio do Povo).

Penso também no impacto ambiental dos ventos e da luminosidade dessa região com grandes prédios, mas será que Copacabana no Rio de Janeiro e Manhattan nos EUA, sofrem com esse impacto? Agora, como foi publicado na Zero Hora (04/09/08 pág. 14), 15 meses para fazer essa avaliação NÃO É MUITO TEMPO?

Incrível, quando o RS está para crescer e desenvolver, levam uma vida para pensar, avaliar e fazer.

Veja a maquete virtual do projeto no site: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?p=18023106#post18023106

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